20 ações de saúde e bem-estar que dão resultados

22/10/2024
20 ações de saúde e bem-estar que dão resultados | JValério

Tudo indica que a pandemia colocou o ambiente corporativo do avesso e lá foram encontradas soluções para as principais queixas dos colaboradores mundo afora, sobretudo, das gerações mais jovens

Constantemente, falamos a respeito da importância de investir no treinamento e desenvolvimento de competências e habilidades de quem atua no ambiente corporativo. Não por acaso, uma vez que o equilíbrio entre hard e soft skills atua como um limiar da produtividade. Porém, da pandemia para cá, outra vertente ganhou espaço e (ainda) mais notoriedade quando o assunto é ambiente de trabalho e clima organizacional: estamos falando da saúde física e mental, bem como do bem-estar dos colaboradores. Na era pós-covid, as organizações já estão convencidas da urgência de tratar o tema com a seriedade e o engajamento que ele merece. 

Afinal, nos dias de hoje, o sucesso de uma empresa está diretamente relacionado aos níveis de felicidade e satisfação sentidos pelos membros das equipes, tanto no horário comercial como depois do expediente. Na realidade, se algum gestor ainda duvida do diferencial competitivo trazido por essa mentalidade é porque deve estar passando uma temporada em Nárnia (mundo mágico e fictício criado pelo escritor irlandês, Clive Staples Lewis), pois os resultados falam por si. 

Vamos aprofundar?

Novas gerações não abrem mão da felicidade no trabalho

Os trabalhadores mais jovens que acabam de chegar ao mercado têm deixado claro que a vida deles não gira em torno de suas carreiras. Sendo assim, o choque geracional é praticamente inevitável, mas isso não significa uma barreira intransponível. Pelo contrário, tudo indica que as relações trabalhistas mais modernas tendem a fortalecer o cuidado com os indivíduos em todas as camadas etárias. Ou seja, a tendência é todo mundo sair ganhando mesmo que certas formalidades sejam deixadas de lado daqui para frente. 

Diante do cenário, as lideranças desempenham papel-chave na implementação e consolidação de ações estratégicas voltadas à gestão da saúde, o que requer disponibilizar ferramentas e condições para cultivar uma rotina saudável dentro de uma cultura fortalecida nesse sentido. Isto pode envolver desde a oferta de modalidades mais flexíveis, incluindo formatos híbridos ou home office, ao acesso a serviços de apoio e incentivo com uma série de iniciativas incorporadas às boas práticas e às demandas do dia a dia profissional. 

Enfim, não importa se você aí do outro lado é baby boomer (1946-1964), X (1965-1980), millennial (1981-1996) ou Z (1997-2010), contanto que esteja disposto a deixar um legado a quem nasceu a partir de 2010. Chamados de alphas, tudo indica que a molecada deve chegar à fase adulta sedenta por limites cada vez mais claros em se tratando de crescer profissionalmente sem sobrepor a busca de outros propósitos e as escalas de valores numa nova forma de ambição tranquila que ganhou até termo em inglês: “quiet ambition”.

Os zoomers, ou GenZ, inclusive, tem tanto receio de longas jornadas que possam colocar o lazer em risco que, diferentemente do protagonismo almejado pelas turmas mais velhas, o pessoal na casa dos 20 e tantos anos sequer nutre a perspectiva de ocupar cargos mais altos: de acordo com a plataforma internacional Visier, apenas 38% cogitam se tornar gestores - a maior parte não quer abrir mão de tanto tempo nem se arriscar numa zona de alto estresse. A consequência pode vir a ser uma escassez de líderes no futuro. 

Importância de promover ações de saúde e bem-estar nas empresas

Bastam poucos minutos de conversa pelos corredores de qualquer empresa para perceber a dimensão do contexto que atravessa o mercado de trabalho. Aliás, existem informações que comprovam todo e qualquer burburinho que alguém tenha ouvido na sala do café e, por algum motivo, insista em deixar fora da pauta. Para se ter uma ideia, um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), traz dados alarmantes e mais do que suficientes para justificar investimentos em prol da saúde e bem-estar dos funcionários, independentemente da função. 

Anualmente, estima-se que 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos devido a transtornos como depressão e ansiedade, custando à economia mundial quase US$ 1 trilhão. Os números, extraídos do relatório “WHO guidelines on mental health at work” (Diretrizes sobre saúde mental no trabalho, na tradução) - elaborado pela OMS, em 2022 - confirmam a necessidade de trazer o debate à tona. 

Aqui no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mais de 200 mil pessoas foram afastadas do trabalho por questões mentais e comportamentais, sendo quase 10 mil apenas no Paraná. O levantamento, feito em 2022, junta-se ao momento crítico no qual o país se encontra entre os quatro piores no ranking “The Mental State of the World” (em português, o estado mental do mundo), que mapeia a qualidade da saúde mental em 71 países. O documento foi publicado em março deste ano, pela plataforma neurotech Sapien Labs, e destaca as dificuldades em cuidar do emocional como uma das principais queixas dos brasileiros.

Pensando nisso, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) destaca que o trabalho pode ser um fator de promoção da saúde mental, mas também pode contribuir para o adoecimento psíquico. 

Alguns fatores que podem evoluir para esse quadro são:

  • Sobrecarga de trabalho;
  • Falta de instruções claras;
  • Prazos irrealistas;
  • Não participação nas tomadas de decisão;
  • Insegurança no emprego;
  • Condições de trabalho em isolamento.

20 exemplos de ações de saúde e bem-estar para implementar

Agora que você já sabe a importância e os benefícios de ter iniciativas em prol da saúde física e mental dos colaboradores, conheça algumas opções para implementar:

  1. Oferecer benefícios ligados à saúde e ao bem-estar;
  2. Proporcionar ergonomia;
  3. Viabilizar pausas ao longo da jornada;
  4. Promover workshops e palestras;
  5. Ter ações de reconhecimento e incentivo;
  6. Valorizar a vida pessoal dos colaboradores;
  7. Disponibilizar espaços de descompressão;
  8. Estimular a prática de atividades físicas;
  9. Engajar atividades de voluntariado;
  10. Priorizar benefícios e horários flexíveis;
  11. Reconhecer a importância do descanso;
  12. Respeitar a diversidade e inclusão;
  13. Criar programas de educação financeira;
  14. Incentivar hobbies;
  15. Ter um ambiente adequado para as refeições;
  16. Motivar o acesso à cultura;
  17. Fornecer parcerias e descontos para serviços de saúde;
  18. Contar com opções saudáveis de lanches;
  19. Realizar pesquisas de opinião e campanhas de conscientização;
  20. Apresentar políticas e diretrizes claras de crescimento e progressão. 

A próxima turma do GNS | Gestão de Negócios da Saúde está prevista para 2025, mas até lá, que tal ir se preparando com uma imersão pelos conteúdos do blog? São vários temas que englobam este setor tão competitivo quanto vital à sociedade. Além disso, é tempo suficiente para se programar e incluir o programa na agenda e começar o próximo ano da melhor forma. 

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