Chegue ao topo com alto nível de QA

04/03/2024
Chegue ao topo com alto nível de QA | JValério

Elevar o quociente de adversidade exige autoconhecimento e configura um diferencial competitivo nas organizações 

Será que quando o especialista em liderança, Paul Stoltz, criou o termo Quociente de Adversidade (QA) ele imaginou que o futuro seria tão desafiador como tem se apresentado? Afinal, o que diferencia seres humanos que conseguem transformar dificuldades em alavancas para grandes realizações dos que se abalam e acabam desistindo facilmente? Para responder a esta questão, Stoltz realizou mais de 100 mil entrevistas para tentar identificar o fator comum entre as pessoas bem-sucedidas. Como resultado, as classificou e criou o termo que caiu nas graças do universo corporativo. 

É bem provável que, em 1997, quando seu best-seller “O Quociente de Adversidade: como transformar obstáculos em oportunidades” foi lançado, sequer imaginaríamos que uma pandemia global estaria a caminho cerca de 20 anos depois. Isso sem falar em outros eventos de proporções catastróficas que antecederam o coronavírus, como foram os ataques terroristas, a falência de instituições financeiras seculares, as guerras no Oriente Médio e tantos outros problemas que vem abalando as estruturas econômicas mundiais. 

Década após década, o QA continua exercendo influência nestes e demais contextos da sociedade. Vamos aprofundar?

Quociente de adversidade é indicador de autoconhecimento

Não é de hoje que nossa capacidade de superação tem sido colocada à prova. Diante disso, não só o mercado precisou se reinventar, como todos que fazem parte dele. Sobretudo, os executivos que ocupam posições estratégicas. Por consequência, profissionais com níveis de QA alto têm sido um dos mais disputados pelas organizações. Aliás, conquistá-los e retê-los tem sido um diferencial competitivo de respeito.

Porém, diferentemente do que possa parecer, esses indivíduos não nasceram prontos, nem mesmo estão esperando sentados o “pior” acontecer para colocarem em prática suas potencialidades. Pelo contrário, eles se diferem da maioria justamente por estarem em constante movimento na busca por habilidades específicas, tais como autoconhecimento, controle emocional e resiliência. No momento em que alcançam tal patamar, passam a ser líderes de si mesmos e das próprias emoções, mas principalmente fazem isso a fim de se tornarem agentes de transformações nos ambientes de trabalho por meio de aprendizagem, crescimento e desenvolvimento. 

Inspirador, não é mesmo? Pois saiba que cada um de nós tem potencial para elevar o QA e fazer a diferença, seja na gestão da carreira ou da vida pessoal. Pensando nisso, confira a seguir os três tipos de indivíduos do QA e saiba quais são os passos mais importantes na escalada rumo ao topo do sucesso. 

Importância do quociente de adversidade nos negócios

Segundo o dicionário, a palavra “crise” significa um episódio desgastante e complicado. Além disso, remete à situações de tensões, disputas e conflitos. Na medicina, é o momento que define a evolução de um diagnóstico, tanto para melhor como pior. Em suma, trata-se de um conceito utilizado em praticamente todas as áreas. Certamente, uma delas são os negócios. 

Lembram do Mundo Vuca? De fato, vivemos tempos de mudanças em um cenário caracterizado por extremos em se tratando de volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade. Sendo assim, liderar se tornou um exercício diário dividido entre resistir às condições adversas e estar sempre preparado enquanto concilia suas condutas com os objetivos da empresa e equipe. 

Com o propósito de formar lideranças preparadas para a realidade tal qual ela se apresenta, a metodologia baseada em QA já está incorporada nos programas de MBA de universidades renomadas, a exemplo da Harvard Business School. Na teoria, Stoltz defende que para mensurar o nível de cada um quatro aspectos que dão nota ao Quociente de Adversidade devem ser analisados. São eles:

  1. Controle: quanto mais alto o QA maior o foco na parte do problema que pode ser controlada, enquanto o QA baixo tende a fazer o oposto;
  2. Responsabilidade: pessoas com um QA alto assumem a responsabilidade em ajudar e resolver o problema independentemente de quem o causou, enquanto que os demais com QA baixo reclamam e culpam os outros;
  3. Alcance: quem tem um QA alto limita o problema ao seu tamanho real, acreditando que sempre há uma saída, enquanto que o grupo oposto transforma qualquer entrave em uma tragédia;
  4. Tempo: quem tem um QA alto sabe que o problema não vai durar para sempre, enquanto que pessoas com um QA baixo não enxergam o fim do problema.

Os 3 tipos de indivíduos do QA 

Com base no resultado da pesquisa, Stolz chegou a três categorias de profissionais: desistentes, campistas e alpinistas/escaladores. Em síntese, os grupos foram definidos da seguinte forma:

1. Desistentes

Características:

  • Aversão à riscos;
  • Não suportam o peso dos desafios;
  • Julgam-se injustiçados;
  • Adeptos das desculpas;
  • Vitimistas;
  • Frustram-se rápido;
  • Forte tendência a desistir de planos, objetivos e aspirações. 

Percentual na população: 10% 

2. Campistas:

Características:

  • Presos à zona de conforto após episódio isolado de superação;
  • Buscam segurança e previsibilidade;
  • Não fazem mais que o suficiente;
  • Perdem motivação;
  • Com o tempo, capacidades atrofiam;
  • Diante de riscos, ficam em cima do muro. 

Percentual da população: 80% 

3. Alpinistas

Características: 

  • Incansáveis na escalada;
  • Não desistem nunca;
  • Sempre em busca de novos desafios;
  • Se recusam a fazer parte da média;
  • Confrontam as adversidades;
  • Desafiam regras em busca de melhorias;
  • Não se conformam com a mediocridade;
  • Se arriscam para alcançar objetivos;
  • Estão em processo de atualização contínua.

Percentual da população: 10%

Como elevar o quociente de adversidade

Na conclusão dos estudos, Stoltz - que também é presidente da Peak Learning, empresa de consultoria global fundada nos Estados Unidos, em 1987 -, além da divisão em três grandes grupos, o pesquisador americano reforçou um ponto crucial. Segundo ele, mais importante que saber o nível de QA é dominar as ferramentas que o mantenha sempre elevado. 

Em parceria com Erik Weihenmayer, considerado um dos atletas com deficiência mais talentosos do mundo, mais conhecido por ser a primeira pessoa cega a ter subido ao cume do Monte Everest, ambos definiram os passos mais importantes para esta escalada rumo ao topo do sucesso profissional e pessoal. 

  • Enfrente: aprenda a superar a frustração, a impotência e a raiva e a tirar proveito da adversidade. Ao invés de culpar os outros pelos problemas, assuma a responsabilidade pela solução;
  • Convoque suas forças: desafie a sabedoria popular convencional de que são os talentos naturais que nos conduzem ao êxito. Exceda as expectativas daquilo que você e os outros podem ou devem tentar fazer;
  • Engrene o centro vital: aprenda a lidar melhor e mais rápido com a adversidade. Engrene o seu CORE (controle, propriedade, alcance e resistência) - as quatro dimensões que determinam como você reage às adversidades e, em seguida, as converta em benefícios pessoais para ser diferente da média;
  • Possibilidades pioneiras: projete sistemas personalizados para transformar o impossível em possível; aprenda a criar estratégias onde os outros não enxergam nada;
  • Carga leve, carga certa: descubra como uma carga mal planejada pode prejudicar e atrapalhar sua vida e como a escolha das coisas, pessoas, obrigações e interesses certos pode fortalecê-lo. “Salte com leveza”, de tal modo que se possa levantar com facilidade, em vez de se deixar abater sob o peso da adversidade;
  • Saiba sofrer: o caráter é forjado nas chamas da adversidade, porém, se você souber sofrer do jeito certo, o sofrimento poderá vir a ser o combustível da grandeza;
  • Demonstre grandeza todos os dias: este pico, o mais elevado de todos, reúne as ideias mais importantes. Independentemente do cargo, da cor, do sexo ou da religião, algumas práticas são universais e nunca poderão distanciá-lo da massa; bondade, respeito e simplicidade são princípios fundamentais para mantê-lo no topo.

Chegar no topo é um processo e não um benefício que se conquista do dia para a noite. A boa notícia é que ao longo do caminho existem profissionais que podem nos ajudar a enxergar nosso perfil e, a partir disso, somos capazes de definir metas que geram resultados positivos. Inclusive, o quociente de adversidade como diferencial competitivo é um dos conteúdos programáticos do curso de curta duração “Liderança de Impacto: Conexão e Ação para Resultados”, da JValério.

As aulas acontecem em março, entre os dias 13 e 15, em Toledo (PR). 

Clique aqui e saiba mais! 

O que achou sobre o conteúdo? Vamos conversar? Deixe um comentário.
ASSINE NOSSA NEWSLETTER