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De avós para netos, famílias empresárias movimentam a economia com profissionalização e legado de amor pelo negócio

Postado em 15 de maio de 2020 por JValério
famílias empresárias

Neste Dia Internacional da Família, conversamos com Andrei Matzenbacher e Beto Madalosso, representantes de famílias empresárias parceiras da JValério FDC

Foto: Antonio More. Gerações da família Madalosso durante homenagem da Abrasel-PR

O Dia Internacional da Família é uma data especial para a JValério FDC. Isso porque, ao longo de nossa trajetória, pudemos acompanhar a história e apoiar o desenvolvimento de muitas famílias que tiraram o sonho do papel, abriram um negócio e deixaram um legado para a sociedade. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Sebrae, 90% das empresas do país são familiares, representam 65% do Produto Interno Bruto (PIB) e em empregam 75% da força de trabalho no Brasil. Com toda essa representatividade para a economia nacional, tem sido cada vez mais evidente a necessidade de aperfeiçoamento, atualização e adoção de boas práticas.

De empresas familiares a famílias empresárias

Em contexto social de rápidas mudanças, negócios constituídos por famílias precisam mudar a perspectiva de empresas familiares para famílias empresárias. Segundo a consultora de governança corporativa e professora da Fundação Dom Cabral, Adriana Solé, as empresas familiares têm seu negócio focado nas relações familiares. Ela explica que empresas familiares podem se atentar demais ao membro fundador e não formar lideranças e gestores capacitados para assumir o controle da empresa.

“Agora, com a pandemia por Covid-19, um dos problemas evidenciados nesses negócios é justamente a morte de membros da família que fundaram a empresa e que são ‘cabo chefe’. Se o pai que fundou e administra a empresa morre, ela fica desestruturada e pode acabar fechando. Outro ponto é que as brigas familiares interferem diretamente no funcionamento dos negócios, o que acaba por dificultar a tomada de decisões”, explica. No caso das famílias empresárias, o foco é direcionado para o próprio negócio, buscando boas práticas de gestão para o seu crescimento. Passar para este próximo passo não é fácil, mas contribui com a perpetuação do negócio e gera prosperidade.

De avô para neto

A gestão do Grupo Jardim da Saudade já está na terceira geração da família Matzenbacher e tem focado em profissionalização e gestão corporativa. Tudo começou há 50 anos, quando o engenheiro Jayme Matzenbacher abriu o primeiro cemitério parque do Brasil com o grupo norte-americano Univest Corporation, no Rio de Janeiro. Em 1969 chegaram a Curitiba e, com seu filho à frente do negócio, Jayme encerrou a sociedade na capital carioca e começou a escrever uma nova história, focando na expansão pela Região Sul do país. Hoje, o Grupo Jardim da Saudade também está em Pinhais (PR) e Blumenau (SC), oferecendo os serviços de funeral, cremação, plano funeral e cemitério.

Há 20 anos no negócio da família, Andrei Matzenbacher seguiu os passos do pai e do avô e é o atual diretor executivo do Grupo. “Está no meu sangue. Quando você perde alguém da família, esse é o pior dia da sua vida. E é neste momento que a gente oferece acolhimento. A gente se apaixona por esse ramo porque não é só prestar serviço, é muito mais do que isso. A gente vê no cliente muita gratidão. É muito comum os familiares, depois de uns dois meses, levarem chocolate para os atendentes pelo acolhimento que eles receberam”, afirma Andrei.

“Esse tipo de coisa me motiva bastante porque eu sei que estou ajudando as famílias, estou ajudando a pessoa a passar por um momento de luto. A gente percebeu que algumas pessoas encontram grande dificuldade de passar por isso. Temos cliente que perdeu o filho há 30 anos e leva flores ao cemitério toda semana”, conta o diretor do Grupo Jardim da Saudade. Para ajudar esse e outros casos da cidade, a empresa criou um grupo de apoio à pessoa enlutada, com a presença de uma psicóloga.

Profissionalização

Para Andrei, uma empresa constituída por família tem a vantagem de envolver alto grau de confiança, o que para ele ajuda na definição de estratégias e no compartilhamento de informações. Por outro lado, há o desafio de separar o papel de executivos ou sócios dos papéis desempenhados na família. “Ainda há os casos de pessoas que não querem trabalhar na empresa, mas aceitam para não gerar atrito, isso é muito preocupante. Quando a gente fala em governança corporativa esse tema precisa ser discutido”.

Junto à JValério FDC, o Grupo Jardim da Saudade está fazendo uma reorganização societária para se profissionalizar ainda mais. Esse é um dos serviços oferecidos no PAEX – PArceiros para a EXcelência -, programa que reúne empresas de médio porte interessadas em elevar seus resultados. O objetivo é construir um modelo de gestão por meio da implementação de ferramentas gerenciais e estratégicas, do intercâmbio de experiências e do conhecimento.

Família Madalosso e a matriarca Dona Flora 

Em 1963, Flora Madalosso, junto de seu pai, Antonio Madalosso, e de seu marido, Admar Bertolli, compraram um restaurante chamado Florida, que depois ganhou o nome de Madalosso. Admar atendia no salão, enquanto Dona Flora fazia os pratos. No cardápio estavam risoto, polenta, frango ensopado, frango frito e salada de radicci. Foi assim que surgiu o maior restaurante da América Latina, que mais de cinco décadas depois tem cerca de 70 profissionais na cozinha, 160 garçons, capacidade para atender mais de 4.600 pessoas e um histórico que carrega a tradição italiana. Atualmente, o Grupo Madalosso tem mais de dez restaurantes. “Tudo começou com um sonho, logo o compromisso com o sonho passou a ser focado no negócio e na própria subsistência, além da necessidade de manter a empresa viva porque não é mais apenas a família Madalosso que depende dela, mas também todos os colaboradores”, explica o chef Beto Madalosso.

Renovação

Para homenagear a história da família e simbolizar evolução dos negócios, os dois restaurantes mais famosos da rede, Novo e Velho Madalosso, passarão a se chamar Família Madalosso. “A mudança não tem a ver somente com adequação da marca. Ela tem relação com o que a família Madalosso construiu até o momento, ultrapassa a ideia de ser um restaurante, tendo uma relação muito forte com famílias. A essência do restaurante foi mantida com um legado de humildade. Humildade em servir e em sua culinária”, afirma Beto. Segundo o chef, outras novidades estão por vir, incluindo a implantação de um cinema drive-in no estacionamento. Seguindo a tradição, a pipoca será substituída pela polenta frita. Em vez de pagar ingresso, as pessoas serão convidadas a contribuir com uma campanha solidária.

Quer saber mais sobre como a JValério FDC pode ajudar empresas familiares a adotarem o conceito de famílias empresárias? 

Além do PAEX, temos o PDA – Parceria para o Desenvolvimento do Acionista e da Família Empresária – programa que auxilia o desenvolvimento de ambientes favoráveis à discussão e à construção de um futuro maduro e profissionalizado. Também desenhamos soluções customizadas de acordo com a demanda e a necessidade do cliente.

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