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Quais as diferenças entre RH e gestão de pessoas?

Postado em 2 de fevereiro de 2018 por The Way Com - Comunicação e Negócios
JValério RH e gestão de pessoas

Entenda as diferenças entre RH e gestão de pessoas

Por Fundação Dom Cabral

Ao contrário do que pensam os leigos, quem estuda sobre gestão de negócios sabe que nem tudo no mundo corporativo é branco-e-preto. Existem vários  conceitos em que os limites são mais difíceis de definir. Um dos melhores exemplos é o caso do RH e gestão de pessoas.

Apesar das similaridades, eles não são a mesma coisa. Neste post, vamos discutir um pouco mais a fundo a diferença entre as duas áreas. Preparado? Então, vamos começar.

1. O RH

O RH é uma atividade que já foi promovida a um setor autônomo em muitas empresas. Aliás, as organizações mais bem-sucedidas no mundo dos negócios são aquelas que tratam o setor de RH como um elemento central. Elas entendem a importância de sua atuação.

Fica mais fácil entender o objetivo do RH quando nós pensamos no significado desta sigla: Recursos Humanos. Então, seu objetivo é gerenciar os recursos humanos da empresa.

Na prática, o RH está envolvido com as atividades de captação e alocamento deste pessoal e isso inclui tanto a etapa de planejamento quanto de execução.

Algumas das atividades típicas do RH são:

  • identificar as necessidades de contratação da empresa;
  • elaborar processos de recrutamento e seleção;
  • determinar planos de carreira e critérios de promoção;
  • desenvolver políticas de retenção de talentos.

Veja que o RH atua no plano geral da empresa como um todo. Essa é uma característica importante que o diferencia da gestão de pessoas, como veremos mais adiante.

Também vale a pena reforçar que o RH tem um papel altamente estratégico. Todas as suas atividades são alinhadas com as metas do negócio e essenciais para o sucesso dessas metas. Você não deve confundi-lo com seu “irmão mais velho”, o Departamento de Pessoal (DP), que lida com tarefas burocráticas e contratuais — como a contratação e demissão de funcionários.

2. Gestão de Pessoas

Ao contrário do RH, a gestão de pessoas não tem “status” de departamento, mesmo assim, é uma atividade absolutamente essencial para o sucesso de um negócio. Mas o que é, afinal, a gestão de pessoas?

Em resumo, é o trabalho do líder de uma equipe. Todo gestor, independentemente de sua área — financeira, comercial, produção, marketing — precisa exercer a gestão de pessoas no dia a dia. Isso envolve, entre outras coisas:

  • manter a harmonia da equipe e lidar com situações de conflito;
  • identificar o potencial de cada colaborador e delegar tarefas conforme suas habilidades, seu nível de autonomia e responsabilidade;
  • oferecer feedback;
  • fortalecer a comunicação do time;
  • engajar todos com as metas do setor.

Observe que a gestão de pessoas é desenvolvida, via de regra, no âmbito das equipes. Além disso, embora seja um trabalho estratégico, ele é focado muito mais no lado humano das relações de trabalho dentro da empresa.

3. A relação entre RH e gestão de pessoas

Embora tenham muitas diferenças, RH e gestão de pessoas são atividades complementares. De várias formas, elas estão interligadas. Veja alguns exemplos de como essa interação ocorre.

Na contratação

Por meio da gestão de pessoas, o gestor identifica uma necessidade em sua equipe — por exemplo, uma essencial que seus colaboradores atuais não trazem para o time. Esse é um problema para quem deseja montar uma equipe de sucesso.

Nesse cenário, o RH pode desenhar um processo de seleção e recrutamento com a finalidade de identificar e trazer para a empresa um profissional que apresente essa habilidade.

No desenvolvimento de talentos

O gestor, analisando o desempenho dos membros da equipe, observa que o maior obstáculo são as dificuldades com o uso de um novo software implementado na empresa. Com base nessa informação, o RH organiza um treinamento para os funcionários, pensando em detalhes como o melhor formato (presencial, EAD), horários, local, roteiro e outros aspectos práticos.

Na promoção dos colaboradores

Como já vimos, cabe ao RH desenvolver o plano de carreira para cada cargo dentro da empresa. Por outro lado, é o gestor, no exercício da gestão de pessoas, que vai determinar quais colaboradores cumpriram os critérios estabelecidos por esse plano e merecem subir mais um degrau na escada corporativa.

Aliás, o RH não poderia fazer essa escolha, porque ele geralmente está mais distante da equipe. Só quem está próximo o suficiente para observar vários fatores do desempenho é que pode dizer qual funcionário vai ser promovido.

No aumento do engajamento e motivação

A gestão de pessoas permite identificar casos de funcionários desmotivados, que estão a um passo de pedir o desligamento, ou de funcionários com baixo engajamento, que desistiram de fazer o seu melhor e só desempenham o mínimo necessário. Também é a gestão de pessoas que permite identificar as causas por trás desse problema, no plano individual.

Mas é o RH que combate o problema da maneira mais eficaz, levando em consideração a empresa como um todo. É ele que vai saber qual estratégia funcionará melhor para aumentar o engajamento e a motivação da equipe: um programa de benefícios flexível ou uma política de viagens de incentivo ou outra opção que atenda às expectativas da maioria dos colaboradores.

Na reestruturação da empresa

Se a empresa quer enxugar o quadro de funcionários, o RH tem um papel importante em identificar quais cargos podem ser eliminados sem prejudicar as operações. Por sua vez, a gestão de pessoas permite identificar quais são os colaboradores que devem ser desligados e também encontrar a melhor abordagem para fazer isso de uma forma humanizada, caso a caso.

Por meio da cooperação entre essas duas atividades, então, é possível reestruturar a empresa sem criar uma situação de frustração e ressentimento com relação aos profissionais que precisarão sair.

Como você pode notar, RH e gestão de pessoas trabalham juntos para garantir que a empresa possa obter a melhor performance dos seus colaboradores. E esse é um trabalho altamente relevante, já que o fator humano é o grande responsável pela vantagem competitiva de um negócio. É ele que proporciona mudança, melhoria e inovação nos processos e resultados.

 

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