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Nas trilhas do MBA

Postado em 15 de novembro de 2017 por JValério

por: Rita Fontanez  – Professor da Fundação Dom Cabral

A Fundação Dom Cabral inaugurou, há 20 anos, o seu Executive MBA. A proposta original foi elaborada levando em conta que ele teria de ser um programa longevo e que obedecesse aos padrões internacionais dos MBAs. Um desafio e tanto! Para compreender esta trajetória do Executive MBA, foi preciso conversar com algumas pessoas que se dedicaram e se dedicam ainda hoje a este programa da FDC e, por meio delas, contar um pouco desta história.

Tudo começou em 1996. O clima era de mudanças econômicas, sociais e políticas significativas no Brasil. As discussões eram sobre globalização, abertura de mercados, com as privatizações sendo realizadas e com executivos brasileiros buscando descobrir novos caminhos. Como lidar com aquele cenário? Como se preparar para isso? A resposta encontrada foi a da educação, com a criação do MBA.
A ideia do MBA surgiu a partir, então, de uma necessidade identificada por meio dos presidentes de empresas associadas ao CTE (Centro de Tecnologia Empresarial da FDC) para formar futuros líderes capazes de entender este novo cenário.

Com a identificação da necessidade, surgiu a primeira fase desta reflexão que foi entender todo aquele momento e como as empresas do CTE estavam lidando para preparar futuras lideranças. Com a equipe escolhida e recolhida em um ambiente exclusivo, separado da FDC, nasceu o MBA. Eliane Pampolini, gerente da FDC, conta que “como era um Programa inédito usamos todas as áreas da FDC. Precisamos ir para um lugar onde toda a equipe ficaria junta. Tínhamos que pensar diferente, fora da caixa, sem interferência dos programas que estavam acontecendo naquele momento na instituição. Isto nos deu uma produtividade muito grande e um espírito de corpo da equipe”.

Segundo Carlos Arruda, professor da FDC, este período foi muito interessante. “Era um problema precisando de uma solução e a solução virou um produto, em seguida tínhamos que lançar a solução para o mercado”, afirmou. O Programa já nasceu inovador. Os executivos tinham que continuar trabalhando e cursando o Programa. Como fazer? A solução foi uma parte do Programa ser realizada à distância. Para isso a equipe teve que contratar um fornecedor internacional para conseguir conciliar estas necessidades. Mais um desafio identificado e superado!

Quando foi decidido mudar o local presencial de realização do MBA, de um hotel em Itú, interior de São Paulo, para o Campus Aloysio Faria, houve resistência dos participantes, pois a maioria vivia em São Paulo. Mas Alceu Queiroz, coordenador do MBA à época, disse: “Quando os participantes vieram para cá, ficaram maravilhados, as primeiras Turmas foram 10 e 11. Conseguimos ter 70 pessoas inscritas. Decidimos fazer duas turmas simultâneas. Mesmos professores intercalando as aulas nas turmas. Foi uma mágica. Duas palavras caracterizaram o meu desafio no período no MBA: padronização e uniformização”, salientou.

Para Aldemir Drummond, responsável pelo Programa de 1998 a 2001, este momento foi marcado pelo crescimento, consolidação e imagem do Executive MBA. Em 2001, o Programa foi eleito pelo Ranking da Revista Você S/A como o melhor MBA do Brasil. O fato de ser o primeiro no Ranking, auxiliou a quebrar a resistência que muitos participantes tinham em vir para o Campus Aloysio Faria, em Nova Lima, além de propiciar o crescimento vertiginoso do Programa e uma enorme responsabilidade.

Cristina Martins foi gerente do Executive MBA por 10 anos. Para ela, a riqueza do Programa é associar o aprendizado cognitivo com o aprendizado tácito. Além disso, “o MBA da FDC chama a atenção por ser um programa que transforma as pessoas. Constituído de um público com exigência alta. O envolvimento era muito grande. Tínhamos que administrar conflitos, expectativas e até mesmo fazer coaching com os participantes”, salientou. Para duas coordenadoras executivas que possuem grande experiência dentro do MBA, a inovação é uma característica marcante do Programa. “É um Programa que se renova constantemente. Passamos por uma revitalização substancial em 2011 e agora em 2016 estamos passando por uma ainda maior, com aumento de carga horária, disciplinas inovadoras que estão voltadas para o momento atual do país e do mundo”, ressalta Kátia Pessoa.

Para Valeska Diláscio, não é diferente. “Independentemente da equipe que está à frente do MBA, o programa busca sempre trabalhar com a inovação. Participei da primeira Turma do MBA e já usávamos uma ferramenta para o ensino a distância vinda do Canadá, no Brasil não havia ainda este tipo de recurso”, pontuou. Para os profissionais da FDC que trabalharam e que ainda trabalham no Executive MBA, o ponto em comum entre o depoimento de todos é a relação com o participante. Palavras como confiança mútua, transformação e proximidade prevalecem nos depoimentos. Profissionalmente, as pessoas que fizeram parte ou ainda fazem parte do MBA, destacam que é um prazer trabalhar no Programa, o ambiente provocador instiga as pessoas a sempre fazerem o seu melhor.

Hoje, aos 20 anos de idade, comemoramos o Executive MBA da FDC, com o seu propósito de formação de líderes transformadores de si próprios. Mais de 4 mil pessoas passaram pelo nosso MBA e o nosso objetivo é o desenvolvimento de executivos experientes e qualificados que estão preocupados com sua relevância e influência nas empresas, e consequentemente, gerar valor sustentável para as organizações e sociedade, inspirando e promo

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